Sem
dúvida o Homem deseja incondicionalmente ser feliz, mas esse desejo é
permeado de dúvidas e de sofrimento. Isto porque o ser humano é dotado do dom
da reflexão e da crítica – qualidades que o colocam no patamar da Criação, embora
também o tornem preocupado com o futuro e amargurado pelo fardo de erros cometidos
no passado.
Na
Índia, acredita-se que Deus pronuncia apenas a palavra “sim”. Na verdade, Ele
não diz sim ao que as pessoas pedem, mas ao que creem. Se você não
acredita na felicidade, Ele apenas pode ajudá-lo a ver que tem razão. Shakespeare
afirmava, sobre nossos medos, que “nada é bom ou mau , é o pensamento que o
torna assim”.
A
felicidade não existe fora de nós, onde geralmente a procuramos, mas dentro de
nós. É lá onde raramente a encontramos. Ela é o ponto de equilíbrio entre a
necessidade e a possibilidade, isto é, entre o que queremos e o que podemos. A
felicidade é uma capacidade interior de se adequar à realidade e dela extrair todas
as alegrias possíveis.
É
bom e reconfortante saber que recebemos tudo de que precisamos para sermos
felizes. O triste é perceber que, frequentemente, não sabemos usar o que nos
foi dado. Precisamos entender que não existe o bem sem o mal, a luz sem a
escuridão, o dia sem a noite, o amanhecer sem o entardecer, a perfeição sem a
imperfeição.
Quando você consegue aceitar as contradições que
a vida oferece, quando segue de bom grado a correnteza entre as margens do
prazer e da dor, experimentando ambas mas não encalhando em nenhuma, você
merece ser feliz.
(Imagem: Flickr, do álbum de Mansour Ali)

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