março 04, 2012

O Poder



Poder é a capacidade que você tem de criar, realizar, atingir seus objetivos. Ele está sempre em você, e por isso ninguém poderá apagar essa luz de seu interior. Você possui e possuirá sempre esse poder, embora talvez nunca necessite utilizar boa parte dele. Ainda assim ele será sempre seu.

Não se deve confundir poder com arrogância ou prepotência. Nem mesmo com  riqueza. O verdadeiro poder nunca é exercido pelo controle ou tirania, mas pelo imenso respeito á pessoa humana. Querer não é poder. Para Fernando Pessoa, “a renúncia é a libertação. Não querer é poder”.

O poder bem exercido é o que nos ajuda na realização de nossos objetivos, de modo a que nos tornemos o que podemos ser. E não o que deveríamos ser ou que os outros esperavam que fôssemos.

A maioria dos homens ama o poder, mas poucos possuem o poder de amar. Duas são as formas distintas de poder: o poder natural – de vontade, de energia construtiva, imprescindível ao amor e à felicidade. E o poder mesquinho – ambicioso, ávido de luxúria e ostentação.

Refletindo sobre o tema, o escritor Bernard Shaw escreveu que “o poder não corrompe o homem; mas os tolos, se eles adquirem uma posição de poder, eles a corrompem”.

O pleno exercício do poder só pode ser alcançado a partir do autoconhecimento. Jamais nos deixemos escravizar pelo poder, nem sucumbir à própria mediocridade.

Pablo Neruda nos sugere um bom caminho, quando diz: “Quero um mundo onde os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser este. Quero que todos possam falar, escutar, florescer”.

(Imagem: Flickr, do álbum de aka jewellery)

fevereiro 26, 2012

Liberdade



O sentimento libertário acompanha a criatura humana desde o alvorecer da civilização. Jean-Paul Sartre, precursor da filosofia existencialista, preconizou, com enorme propriedade, que nascemos para a liberdade.

Mas, de forma diversa ao que ocorre com as demais criaturas, o homem possui a capacidade da precognição, ou seja, do conhecimento do que ainda não aconteceu. Isto constitui um obstáculo para o alcance de nossa liberdade absoluta, pois sofremos antecipadamente. Assim, seríamos livres como um pássaro em uma gaiola, movendo-nos dentro de certos limites.

A permanente vigilância é o preço que se exige quando se trata da liberdade. Somos cativos do ambiente em que vivemos, das leis a que estamos submetidos, e até de nossas próprias ambições. Para o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, “os muitos que perderam a competição, tornaram-se agora servos dos poucos que a ganharam”. Vencedores são apenas soberanos da ilusão.

Liberdade não pode ser entendida apenas como a ausência de restrições. De pouca valia torna-se o dispositivo constitucional que consagra a igualdade entre as pessoas, se a maioria é constituída por escravos do analfabetismo, filhos da miséria, excluídos da família humana. A ponte que une a liberdade humana à espiritual é o autoconhecimento, pois ele conduz á autolibertação.

Livre é o que livre se imagina. Não importa se aprisionado em fria cela ou em leito hospitalar. Pois como disse o grande escritor português Guerra Junqueiro, “prende-se o corpo, mas a alma voa”.

Pela palavra de Cecília Meirelles nos vem significativa definição de liberdade – “essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.

(Imagem: Flickr, do álbum de La Bella Sandra)

fevereiro 18, 2012

A Fé



O vocábulo fé, do latim fides, fidelidade, é a clara opinião de que algo é verdade, independentemente de prova ou qualquer verificação científica. O conceito de fé, extrapola crenças religiosas. As pessoas depositam fé umas nas outras, em um objeto, em ideologias políticas, etc.

Entretanto, é mister esclarecer que o principio basilar de todas religiões é o dogma da Fé. Da doutrina cristã extraímos dois exemplos de exortação à Fé. “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hebreus 11, 1).

Pelo evangelho de Mateus, Cristo adverte os discípulos: “Em verdade vos digo, se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá, e nada vos será impossível” (Mateus 17, 20).

Eis porque se diz que a fé remove montanhas. O desejo apenas não é suficiente, é necessário ter fé. A arte da auto-sugestão baseia-se nos pilares da fé e da determinação.

Henry Ford, Thomas Edson e o Apóstolo Paulo mantiveram durante suas vidas essas imprescindíveis virtudes. A fé não comporta dúvidas, e é sempre uma possibilidade no impossível. Mahatma Gandhi pregava em seu discurso da não-violência: “Nunca perca a fé na Humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo''.

No caminho da paz e do progresso, fé e ideal caminham juntos. “A fé é um pássaro que pousa no alto da folhagem e canta na hora em que Deus escuta''. (Joaquim Nabuco).
 
(Imagem: Flickr, do álbum de The Spouses)

fevereiro 12, 2012

O poder do perdão



Nossos mundanos pensamentos e arcaicas crenças nos fazem crer que o ato sublime de perdoar nos torna reféns da fraqueza e da submissão. Destarte esclarecer que o perdão é sempre em benefício de quem perdoa.

O filósofo e teólogo Paul Tillich descreveu o perdão como a "aceitação do inaceitável''. Ninguém é perfeito, todos falhamos. Por isso, o primeiro ato do perdão é perdoar-se a si mesmo, pois ninguém pode ensinar o que não sabe.

Mágoa e ódio causam sofrimento – que é opção, enquanto a dor é inevitável. Perdão não é a aprovação do mal cometido, e sim a libertação da vítima. A sabedoria popular ensina que ''errar é humano, perdoar é divino''.

Nossa trajetória em busca da felicidade exige que nos livremos do peso acarretado por pessoas, circunstâncias, eventualidades e o próprio destino.

A psicóloga Eileen Borris se referiu ao perdão como liberdade suprema. Já o rabino Leo Baeck (sobrevivente do holocausto judeu, apesar de duramente torturado num campo de concentração), escreveu uma comovente oração exortando o perdão aos algozes nazistas. Um dos versos diz: "E, em memória dos nossos inimigos, não devemos mais ser as suas vítimas, o seu pesadelo e o seu terror, mas, sim, uma ajuda que os liberta de sua loucura''.

Cristo, nos momentos finais de seu calvário, foi certamente quem eternizou o poder do perdão com a lapidar frase: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem'' (Lucas 23;34).

Uma grande lição de sabedoria nos foi outorgada por Benjamin Franklin: “Ao causar um dano ao seu inimigo, você se torna inferior a ele; ao se vingar dele, você se iguala a ele; ao perdoá-lo, você se torna superior a ele''.

(Imagem: Flickr, do álbum de jabez)

fevereiro 05, 2012

O poder das palavras


O verbo é a palavra. "No principio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito"(João 1, 1-3).

Assim, de acordo com Sagrada Escritura, Deus criou tudo a partir da palavra.

As palavras são alicerces que estruturam nossos pensamentos. São, de fato, uma questão de atitude e abordagem, e têm o poder de nos fazer rir ou chorar. Cristo curava através da palavra. E advertia: "Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem. (Marcos 7,15)''.

O homem é o único ser no universo que utiliza a palavra como meio de comunicação consigo mesmo e com o outro. Duas palavras simples e mais usadas no cotidiano deveriam exigir, de quem as pronuncia, maior sentido de reflexão. São elas o SIM e o NÃO. Já se disse que as palavras são como as moedas: uma vale por muitas e muitas não valem por uma.

O gênio literário de Shakespeare, em Hamlet, definiu o alcance do destino das pessoas, através destas palavras: "Ser ou não ser, eis a questão". Mas, ninguém soube usar melhor as palavras que Jesus Cristo: todo o seu processo de transfiguração da humanidade foi realizado com o VERBO DIVINO.

Passados dois mil anos, a mensagem de Cristo permanece viva nas mentes e nos corações dos homens de boa vontade. "Minhas palavras não voltarão vazias, Eu sou a porta aberta que nenhum homem pode fechar, Eu sou a luz que ilumina tudo que vem ao mundo, Eu sou o caminho, Eu sou a verdade, Eu sou a vida". 

Finalizando: "Não precisamos de muito, apenas uns dos outros......e de nossos sonhos" (Oscar Wilde).

(Imagem: Flickr, do álbum de sezohanim)

janeiro 29, 2012

Vocação (O chamado)



O vocábulo vocação vem do latim vocare e significa chamado.Todos nós somos chamados a fazer algo, a usar nossa aptidões e, finalmente, a atender ao chamado de Deus.

Você pode ser quem deseja. De todas  as pessoas que vivem no mundo, só uma possui a capacidade de matar seus sonhos: VOCÊ. Isto acontece quando você deixa de ter esperança, deixa de tentar e resolve desistir da vida.

Jamais rejeite uma idéia por considerá-la impossivel. Determine suas metas, e elas o impulsionarão. Mas, lembre-se que existe o paradoxo das escolhas. A quantidade de opções torna cada vez mais difícil tomar decisões, tanto as pequenas quanto as grandes.
O escritor Barry Schwartz argumenta que a obsessão com a escolha nos leva a buscar o que nos faz sentir pior. E adverte: “Com  o paradoxo das escolhas, descobrimos porque o mais é menos”.

Nunca devemos fazer tempestade em copo d’água. Cristo advertiu Marta, em Betânia, quando ela se queixou por sua irmã Maria não ajudá-la nas tarefas domésticas: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lucas, 10, 41-42).

Devemos sempre priorizar as coisas realmente necessárias. Precisamos aprender a viver plenamente, pois como afirmou o poeta e naturalista norte-americano David Thoreau, “só amanhece o dia para o qual estamos despertos”.

Finalizando: “Oh, Senhor da vida! Rega de chuva as minhas raízes''. (Gerard Manley Hopkins).

(Imagem: Flickr, do álbum de ginanan)

janeiro 23, 2012

Crescimento


Sobre seu rebanho, Cristo proclamou : ''O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância” (João, 10, 10). Em outra passagem, refere-se aos que ouvem e põem em prática suas palavras como “sal da terra e luz do mundo” (Mateus, 5, 13-14) – condição que eleva o ser humano ao pedestal de joia rara do universo e espécie única com poder de transformar seu próprio destino. Mesmo não podendo corrigir seu passado e nem evitar fracassos no futuro.

Entretanto, como afirmou o médico e psiquiatra austríaco Viktor Frankl, fundador da escola da logoterapia, "em qualquer circunstância o ser humano pode dar um sentido á vida". Mas para que isto ocorra, precisamos de crescimento pessoal, sem nos esquecermos de que trazemos conosco o “Reino de Deus” (Lucas, 17, 21).

Precisamos de mudanças, que resultarão sempre das escolhas que fizermos. Se você não escolher o sucesso, acabará por optar pelo fracasso. Se tiver dificuldade em encontrar o caminho, então poderá lembrar-se dos versos da canção de Sting- ''Quando não houver informação/Quando nenhum conselho trouxer conforto/Deixe sua alma guiá-lo/Ela vai guiá-lo bem".

Precisamos, às vezes, mudar nossa rota na vida. A mudança é algo constante também na sociedade. Podemos dizer que hoje a única coisa que permanece é a mudança. "Àquilo que você resiste, persiste. Somente o que você encara, e possui, pode desaparecer. Você faz desaparecer simplesmente por mudar sua mente sobre a coisa" – escreve o autor norte-americano Neale Donald Walsch.

Busquemos o crescimento pessoal. Ao acender uma vela, o primeiro a se iluminar será você. "Os viajantes no caminho de Deus descobrem que, quanto mais longe vão, mais o caminho se abre até o infinito".(Orígenes)
        

(Imagem: Flickr, do álbum de h,koppdelaney)